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Gineteadas Gauchas

sábado, 7 de agosto de 2010





Postado por GINETEADAS GAUCHAS às 16:54
Marcadores: La leyenda "El Zorro"

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Gineteando

A la putcha meu patrício,
Como é lindo e perigoso
Quando um bagual baixa o toso
Corcoveando num lançante
Sabendo que àquele instante
Só nos separam da morte
As rédeas e a cincha forte
Feita de couro e barbante!

E como é lindo cruzar
Enforquilhado nos bastos,
Riscando o lombo dos pastos
O mesmo que uma centelha
Ou na várzea desparelha
Sentir o bagual rodando
Pro índio sair passeando
Depois de pisar na orelha!

Quando piá, foi o prazer,
Que nunca troquei por outro
Saltar no lombo dum potro
Quando a manada saía-
Artes que a gente fazia,
Se acaso estava solito,
E depois pregava o grito
Quando o bagual se perdia!

Terneiro de marcação,
Ao se levantar do pialo,
Já me levava a cavalo
Ali, bem sobre as cadeira.
Les digo, é uma brincadeira
Que a gente faz sem pensar,
Mas é parte regular
Da aprendizagem campeira!

E cheguei até a pensar,
Pobre guri sem estudo,
No lombo dum colmilhudo
Mais quente que amor de prima,
Que Deus não fez melhor rima
Do que as esporas cantando,
Um redomão corcoveando
E um índio grudado em cima!

Cresci sabendo que o chucro
Exige muito cuidado
Mas que o cavalo aporreado
Exige cuidado e meio.
Levei algum tombo feio
De grande e até de pequeno
Mas cavalo que eu enfreno
Dá pra dançar num rodeio!





Desatrelo a égua cansada
Na chegada do galpão
A tiro de seus pelego
Troteou o dia inteiro

Aperto cavalo na espora
Despara bem longe o tropel
Não gosto da cidade
É lugar de coronel

Meu Rio Grande, é meu chão
Chamado de sentinela da nação
Nunca recuou da peleia
É o primeiro em armas a por a mão

Sou ginete do sul
Monto em bagual corcoveador
E nas noites de seresta
Também sou trovador

Nesta vida de ginete
Nunca deixei cavalo redomão
Ainda procuro aquele
Que vai me deixar no chão

O cavalo esta para o ginete
Como a chuva para plantação
Ginete chama bagual na espora
É para o ginete ovação!

GINETE

Quem nasceu pra ser ginete
Tem a alma encomendada.
Fala e reza diferente,
Já sentiu o bufo quente
Da morte numa rodada.

Conhece pêlos e manhas,
Se é reiúno ou rufião.
Lombo, é banco de escola,
Tem um arzão de pachola
E sonhos de ser patrão.

Sabe os segredos das crinas
E os atáios pras virilhas.
Se imagina um Charrua,
Ou São Jorge, lá na lua
Quebrando queixo em coxilhas.




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